Thursday, April 27, 2006

Vírus

O London's Institute of Contemporary Arts apresenta, à partir de 1º de maio, "a primeira exposição de emails virais do mundo". Deve ser fantástica a exposição, mas boa parte já devemos ter visto nas nossas caixas postais.
A exposição (que, por razões óbvias, não está no site oficial do Instituto) é co-patrocinada pelo site BoreMe - este sim um fantástico diretório de filmes e imagens que circulam diariamente na web. Vale a visita, lembrando que, misturadas com as peças legais, tem um monte de tranqueira.

Dica do Cool Hunting

Wednesday, April 26, 2006

Air Force One




tks Maurício Ortolan!

Tuesday, April 25, 2006

Reciclagem

Uma biblioteca feita com fuselagens de Boeings,
Sensacional. Sensacional.
No link, mais imagens.
Conheça mais sobre o trabalho do LOT-EK, escritório de arquitetura e urbanismo especializado em achar novos usos para antigas estruturas e materiais.

Via Cool Hunting.

Thursday, April 20, 2006

La Komba 350




















Route 66 e uma gostosa do lado...
Só precisava pintar de vermelho.

Monday, April 17, 2006

Small World

Cansados das raves, dos grandes shows em estádios, das enormes e impessoais festas, o jovem europeu começa a reinventar os saraus. Eles agora se reunem em petit comitê, em torno de algum tema cultural interessante. Jantares são organizados dentro de galerias, incluindo papos informais com os artistas. Músicos são convidados a tocar in private, atores fazem leituras de peças famosas, filósofos, teólogos, etc. Enfim, agora o que fazem as pessoas se encontrarem são as idéias. Interessante saber que esses jovens se dizem decepcionados e cansados com os artistas-celebridades que não defendem alguma causa ou um estilo de vida mais enriquecedor (como os vovôs rock'n roll), e só saem às ruas para demonstrarem roupas de grife, jóias e botox.

Sunday, April 16, 2006

Design Trends 2006

A revista Step Inside Design promove anualmente uma competição denominada Design Trends. Simples: escolhem os melhores trabalhos, como fazem todos as outras, publicam em uma edição especial - também não é novidade - e depois analisam formalmente as tendências ali detectadas. Isso é novo e bacana. Separei aqui, de forma resumida e comentada, algumas boas dicas do que vem por aí. Muito interessante também é tentar traçar um paralelo entre essas tendências e o trabalho que temos feito aqui na ag_407. Naturalmente, estamos dentro de algumas, estamos fora de outras. Natural. Importante é não ficar parado, assim como entender que essas interpretações, ainda que analíticas, têm muita coisa de especulação e torcida. Vamos a elas, com a nossa própria interpretação como forma de contribuição.

COR

O otimismo representado através das cores vivas, fortes está aí, depois de um tempo mais contido e discreto. Acabou o período do 11 de setembro!
A cor laranja - um trend imbatível nos últimos tempos - continua forte. Agora, misturado, por exemplo, com pink: misturas explosivas estão em alta.
Marrom é a nova cor - ou o novo preto, se vc prefere assim.
E tudo muito colorido. Já passou a era dos duotones. Manda ver.

FOTOGRAFIA

Segundo a Step, a tendência de se usar fotografia simulando uma atitude descompromissada, cool, está esgotada. Lembrando que só agora está chegando aqui no Brasil!
Mas não vamos confundir - e aqui dou minha contribuição - com a tendência de se usar imagens com um toque suave, humano e realista. Essa permanece, pelos menos aqui.
A moda agora é a superprodução de luz, cor, gerando imagens saturadas, contrastadas e fortes.

ILUSTRAÇÃO

A revista lembra que a ilustração já foi, no passado, condenada à morte, desde que a fotografia entrou no jogo. Mas lembra que estamos vendo que a ilustração está com tudo. Num passado muito recente a ilustração ganhou um espaço muito forte na internet, gerou celebridades como Nando Costa e Eduardo Recife, gente muito nova e agressiva, e que só agora está aqui no Brasil nos anúncios de carro e cerveja. Vejamos o que a LOBO, que por aqui dominou essa tendência nos últimos tempos, vai fazer nesse sentido.

TIPOGRAFIA

Depois do caos tipográfico instalado por David Carson no começo da década de noventa e da reação DIN, minimalista, dessa tendência, parece que a coisa se acalmou. Uma mistura saudável de big bold typing e diagramações clássicas, legíveis. Nessa estamos dentro, basta ver o projeto do Jornal do SPFW, ou mesmo do The Chase.
Completo esse quesito com um novo uso para aquelas tipografias kitsch e extravagantes da década de 70, mas sem parecer retrô (veja mais a frente que o retrô virou passado).

ESTILO E ESTÉTICA

O retrô está morto, o minimalismo está em baixa. Reproduzir referências como fichas, catálogos, manuais de instrução e tudo isso também acabou.
Sobraram os estilo Modernista, Construtivista e o Industrial. Além, penso eu aqui com meus botões, da lambança caótica, artificial e doidona criada pela molecada da Internet. Basta ficar uma semana no Newstoday que vc vai entender o que eu estou falando.

MATERIAIS

Aceite que papel é papel, e que se vc quiser usar outras técnicas e texturas, procure pelo Real Deal. Superfícies metálicas e sitéticas como aço e plástico, tipografia manual, fitas de seda marcando página, capa dura de verdade, essas coisas.

ATITUDE

Se até agora para mostrar atitude tinha que ser de forma agressiva, forte, in your face, agora a atitude é mostrada de forma elaborada, caprichada, com muita estética envolvida. Entenda como uma certa extravagância de luxo. O que John Galliano faz na moda, se eu fosse tentar resumir. Também vale dar uma olhada no Giovanni Bianco.


É isso aí. O report tem mais coisa, detalhes, mas acho que o mais relevante está aqui. Vale a consulta na matéria original, pra quem se interessar no assunto de forma um pouco mais profunda. E aguardamos sua contribuição aqui nos comments.

Friday, April 14, 2006

Satellite 06












O MoCoLOCO continua sua cobertura da feira de novos talentos em design. Vale dar uma fuçada no site, tem muita coisa bacana.

Thursday, April 13, 2006

COMO SE FAZ UM PAÍS?

Estamos cansados. Ninguém suporta mais tanta canalhice, tanta briga por poder, tanta baixaria em meio a vaidades ensandecidas para salvar algo que já se perdeu por completo: a boa e velha esperança por dias melhores. Ninguém agüenta mais. Mas, espera aí, o brasileiro não vive de esperança? Não somos o país de eternos resignados? Não somos aquele povo que padece de um mal chamado ‘memória curta’? Não somos os flagelados em busca de um pai que, volta e meia, nos larga na mão? Pois é, somos tudo isso, mas estamos de saco cheio. Precisamos urgentemente de um refresco. Um sopro de vida para podermos nos reanimar e continuar nessa insana batalha de tentar (re)construir um país.

Não é possível! Por que o Brasil não dá certo? Temos tantas coisas boas. Por que, meu Deus? Roberto DaMatta, o nosso sábio antropólogo, tem uma resposta no mínimo peculiar: "Só Deus. Só Deus sabe". Mas isso lá é resposta no momento em que precisamos de um país? Claro que somos o país do misticismo, mas deixar que Ele, lá em cima, seja o único a nos dar uma solução, é injusto. Ele deve estar cansado também. Já deu tanta força. Nos deu rios, florestas, o sol, praias e mulheres lindas. Nos tirou da rota dos Katrinas e das tsunamis. Nos deu Pelé, Chico Buarque, Mário de Andrade. Nos deu o Rio quando era o Rio. O que mais podemos exigir Dele?

O Brasil, ah, o Brasil, para onde vamos? Estamos cada vez pior. Coisas loucas acontecendo. Por exemplo, acaba de sair na TV que encontraram um míssil numa favela do Rio. Um míssil? Meu Deus, pronto, com todo respeito, e sem querer entrar no mérito político da questão, a Faixa de Gaza é aqui! Só nos faltam os homens e mulheres-bomba para detonar a bomba-relógio em que se transformaram todas as margens dos nossos centros urbanos. Como se diz aqui na Bahia, “tá danado”!

O soco final veio em forma de filme-documento. Os ‘falcões’ de Bill e Celso Athayde nos socaram o estômago, os olhos, a mente, o coração. Mas será que já não sabíamos de tudo aquilo? Chocar apenas, não adianta lá muita coisa. Nem muito menos esperar que o governo faça algo, resolva aquela tragédia que, embora não nos apercebamos, compromete não só as vidas de cada uma daquelas crianças, mas, essencialmente, o projeto de futuro de um país. Quando um menino de apenas dez anos declara com todo sangue frio que se ele morrer, logo vem outro, que seu futuro não existe, não dá para esperar e pensar que temos a solução. Estamos nus, sem alternativas. Assim, nos agarramos a Deus.

A corrosão de nossa sociedade chega a limites inimagináveis. Ao vermos o documentário de Bill, nos curvamos e caímos prostrados diante do lado mais fraco. A parte forte, as gentes que alimentam o tráfico, que transformam pessoas em escória, seguem sua vida de Zona Sul, intocáveis, consumindo, produzido mortos-vivos, assassinando a nossa infância. Ficamos perplexos ao darmos de cara com a miséria absoluta, violência cruel, a ausência de lei, de Estado. Desabamos com a dor dilacerante de mães que guardam as roupas de seus adolescentes mortos para simplesmente não deixarem que o vazio de suas almas e corações as leve à loucura. Bill mostra a escuridão em que vivemos, aquela que fazemos de conta que não existe até que ela nos mande recados... duros, aterrorizantes. Aquela escuridão que nos separa gravemente do que poderíamos chamar de país. Bill, um favelado, nos deu um belo tapa na cara.

Quando a gente vê o primeiro astronauta brasileiro lá no espaço, tocando a bandeira brasileira que carrega no braço esquerdo, tentando a todo custo desfraldar uma outra no ambiente de gravidade zero, todo orgulhoso, cheio de gás para experimentar como feijão cresce no espaço, a gente se enche de ufanismo e pensa no país que ele quer homenagear. Para que país ele está falando? Será que saber se feijão cresce no espaço contribui para construir um país? Mesmo admitindo a simpatia do nosso coronel Pontes, a pechincha de dez milhões de dólares que se gastou na carona mais cara do planeta, se chegasse aos meninos de Bill, e fossem bem usados, seria possível resgatar vidas perdidas para assim beijar de verdade aquela flâmula verde-amarelo e se encher de esperança. Mas não chega. Marcos sorri, testa o feijão. Os meninos de Bill, matam e morrem. Apenas isso lhes resta. É o que resta de um país. Um país que cansa.

Estamos muito cansados. Com tanta corrupção, falcatruas mil, governos que se revezam e não conseguem diminuir o fosso entre ricos e pobres. Mas delatar o óbvio, reclamar, espernear não contribui muito para a solução. Seria a mesma coisa que jogar nas mãos de Deus essa tarefa que pertence a cada um de nós. É preciso agir. É preciso entender que tudo que acontece no Brasil e que nos atrasa como país tem um pouco da nossa indiferença, ou, no mínimo, da nossa confortável omissão. O homem moderno, principalmente o urbano, está ficando especialista em dar uma de avestruz. Enfiamos a cabeça no primeiro buraco que aparece exatamente para transferir para o outro a culpa ou a responsabilidade por não se implicar na construção de um país.



Jogar nas mãos de Deus é muito cômodo. Somos um país poderoso, e mesmo assim não decolamos para enfim deixar para trás as chagas de Terceiro Mundo que nos perseguem e nos prendem ao solo manchado de grandes promessas que ao longo da nossa história não deram em nada. Somos um povo alegre, maravilhoso, criativo, inovador, produtivo, mas sequer levamos cinco por cento dos nossos jovens a cursarem a universidade. Temos medicina de ponta, mas ainda deixamos que mosquitos nos matem de dengue e malária. Desperdiçamos comida. Nos esvaímos com diarréia. Perdemos de vez a nossa saúde. Física, mental, social, moral. Estamos doentes. Só milagre, meu Deus!



Enfim, somos um país vivendo à espera de um milagre. O milagre econômico, o milagre político, o milagre social. Até a ditadura nos vendeu esse sonho. Um sonho sempre de cima para baixo. Sempre esperando que alguém lá do palácio, do planalto nos mandasse a solução. Mas será que isso pode mudar? Será que podemos dar uma trégua ao Nosso Senhor? Como é que vamos (re)construir esse país? Ninguém sozinho traz respostas. Deus, claro, ajuda, mas esse país nos pertence. Sendo assim, que tal a gente pensar no que fazer para torná-lo digno de cada um de nós? E nós, dignos dele? Que tal a gente se implicar, denunciando, conscientizando, votando corretamente, exigindo nossos direitos, cumprindo os nossos deveres? Para quem esqueceu, é dessa forma que se constrói um país. Trabalho de formiga. Na família, no prédio, no bairro, na comunidade. Portanto, é hora de assumirmos uma tarefa que é nossa, não de Deus. Ele, com certeza, nos dará uma maõzinha, mas esse trabalho é nosso. Trabalhemos!!! Não é assim que se constrói um país?


Sávio Siqueira
09 de abril de 2006

(Dica do nosso amigo Ronald Assumpção.)

Alex

Wednesday, April 12, 2006

Paulo Mendes da Rocha



















Enquanto Macunaíma vai plantar feijão na órbita terrestre e dá entrevista pro Lula ao custo de 10 milhões de dólares e cobertura digna de final de big brother, o arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha vence o prêmio Pritzker de Arquitetura, se igualando aos maiores nomes da arquitetura mundial premiados desde 1979, sempre pelo conjunto de suas obras.

Nosso InVitro parabeniza e homenageia Paulo Mendes da Rocha pelo feito notável.

Tuesday, April 11, 2006

CAMPER


















































Loja temporária da Camper em Londres. Fantástico.
Pra variar, mais uma boa dica da Kika!

viva zapata! viva nóis!


























































































Alex

Friday, April 07, 2006

Para onde vão os Escort quando morrem?





























































































































































Para Perdizes.

Encontramos esses em menos de meia hora.
Eles estão todos lá, felizes, sem ter que passar por revisões,
troca de óleo, ou troca de pneu.
Aí de repente a luz foi se afastando, mas nós queríamos continuar com eles,
e uma força nos impelia a atravessar o farol e antes que pudessemos fazer qualquer coisa estávamos de volta no Sumaré.
Mas sabemos agora que eles estão conosco, mesmo que não os vejamos,
e que Perdizes existe.

Alex
Ricardo
Gabriel
(The Escort Hunters)

Thursday, April 06, 2006

Synaesthesia























Esse blog vem acompanhando há tempos o trabalho que Nick Knight iniciou com seu SHOWstudio, um projeto que busca novas formas de mostrar moda, indo além da fotografia convencional e dos tradicionais editoriais e catálogos, procurando formas interativas. Já mostramos aqui o projeto Moving Fashion, em que especialistas em moda propõem formas de construir editoriais em vídeo.

Dessa vez, a idéia é traduzir imagem de moda em áudio, no projeto chamado Synaesthesia. Ok, é meio viagem, é complexo, mas ninguém se arrisca a dizer que não é um avanço proposto por quem mais entende de fashion imaging no mundo.

A foto acima foi feita por Nick Knight para a coleção SS'06 de Balenciaga, e pela sensação diferente que a imagem causou, inspirou o projeto.

Japoster II























Está em cartaz na Pinakothek de Moderne München uma exposição de posters japoneses contemporâneos. Coisa linda, mostrando o quanto a cultura japonesa infuencia e é influenciada pelo ocidente no design e na arte.

Veja também Japoster, postado aqui em fevereiro, sobre posters japoneses da época da segunda guerra.

Wednesday, April 05, 2006

So seductive

Por favor, assista a esse vídeo.
Via Newstoday PBS.

Macunaíma vai pra Cannes



Peter Sutherland
















Via CoolHunting

Os blogs da Interpublic

O Grupo Interpublic, veja que beleza, criou uma equipe especializada em entender e tirar o máximo de potencial de novas mídias, como blogs, youTube e MySpace.

Leia mais aqui no Brand Experience Lab, um interessante blog sobre as novas tendências do mercado publicitário.

Tuesday, April 04, 2006

Saco de lixo reciclado.












Sensacional.
Dica da Kika!

Berliner



















Um novo espaço nos Jardins promete fazer a conexão São Paulo - Berlim nos campos da moda, design, arte e comportamento, além de uma ou outra informação turística aproveitando o ano da Copa.

Leia mais aqui, nos site do SPFW.

Japan Midia Arts Festival























Foram divulgados os vencedores do último Festival de Mídia e Artes do Japão (Japan Midia Arts Festival). O grand prix é uruguaio, uma traquitana interativa que simula a dimensão espaço-tempo. É só clicar num pedaço da tela para mandar aquele naco de imagem para o passado ou para o futuro.
Para ver a coisa funcionando, clique aqui.

Joga Bonito
















A linda campanha da Nike "Joga Bonito" está no ar. As fotos, de Thierry Des Fontaines, foram produzidas no final do ano passado, para a W+K Japão, através da W+K de Amsterdã.

Só pra lembrar, o primeiro (e, até onde sabemos, o único) trabalho do fotógrafo francês aqui no Brasil foi para a campanha WEAR ORANGE, feita pela ag_407 para o suco Fast Fruit, da Nova América.

Via CCSP

Another Magazine























Clica na foto para acessar a versão online da edição Spring Summer '06 da Another Magazine. A edição impressa (nas melhores casas do ramo) é para se ter e guardar.

Monday, April 03, 2006

Showroom #3

.